O Border Collie é uma raça relativamente jovem, desenvolvida durante o século XV. Este “collie da fronteira” (border significa fronteira em inglês) desenvolveu-se na região de fronteira entre a Inglaterra e a Escócia, no norte da Grã-Bretanha. Embora a criação da raça date do século XIX, seus ancestrais já estavam presentes na região desde a Idade Média, onde trabalhavam junto com os criadores de ovelhas demonstrando incrível capacidade no trabalho. A capacidade de trabalho dos border collies sempre foi tão importante em sua terra natal que os criadores selecionavam os reprodudores por seu desempenho no pastoreio e não por sua aparência, até hoje, clubes especializados e admiradores da raça se esforçam para preservar as habilidades de pastor do border collie.

Em 1876, Mr. R. J. Lloyd Price fez uma demonstração nos jardins do Palácio de Londres, na qual um border collie, guiado apenas por comandos de voz e assovios do pastor, conduziu ovelhas desgarradas para um pequeno curral previamente preparado. A demonstração deixou toda a corte londrina impressionada com a inteligência deste cão. O border collie é um pastor por natureza, caso não tenha ovelhas nem gado para pastorear irá direcionar seus instintos de pastor para outros animais e até para as crianças da casa. Quando trabalha com o rebanho o border collie possui um método único de lidar com os animais, ele fixa o olhar no rebanho e se aproxima agachado, como um lobo ou cão de caça, sem nunca desviar o olhar do animal que parece “hipnotizado” pelo cão, os criadores chamam esta característica do border collie de “power eye” que significa “olhos poderosos”.

Border collies são cães ativos e dinâmicos, muito trabalhadores e donos de uma grande inteligência e capacidade de aprendizado (1ª colocação no ranking de inteligência canina de Stanley Coren).

Um border collie nunca deve ser mantido sem atividade, devem ser adestrados, praticar agility ou lidar com rebanhos, caso não possa gastar sua grande energia se tornará um cão problemático, o mesmo ocorre com sua grande inteligência, se não for estimulado pode ficar entediado e desenvolver problemas de comportamento. É um bom cão de companhia para os donos que saibam como criá-lo. A raça apresenta duas variedades uma de pêlo semi longo, outra de pêlo curto, sendo que a de pêlo semi longo é a mais conhecida devido a participação em filmes como “Babe o porquinho” e campanhas publicitárias como a do “Unibanco”, em ambas as variedades o pêlo deve ser escovado regularmente.

 

Padrão da raça

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA

Filiada à Fédération Cynologique Internationale

Classificação F.C.I.: Grupo 1 – Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto Boiadeiros Suíços)

Seção 1 – Cães Pastores

Padrão FCI no 297 – 08 de setembro de 1988.

País de origem: Grã-Bretanha

Nome no país de origem: Border Collie

Utilização: Pastoreio


BORDER COLLIE

APARÊNCIA GERAL: bem proporcionado, de silhueta suave, revelando qualidade, graça e perfeito equilíbrio, combinados com substância suficiente para conferir uma impressão de resistência. Qualquer tendência à rusticidade ou debilidade é indesejável.

CARACTERÍSTICAS: tenacidade, pastor de trabalho pesado, de ótima tratabilidade.

TEMPERAMENTO: esperto, alerta, responsável e inteligente. Jamais nervoso ou agressivo.

CABEÇA E CRÂNIO: crânio razoavelmente largo, occipital não pronunciado. Sem bochechas cheias ou arredondadas. Focinho afinando para a trufa, moderadamente curto e forte. Crânio e focinho aproximadamente do mesmo comprimento. Stop bem marcado. Trufa preta, exceto para os exemplares de cor marrom ou chocolate, nos quais pode ser marrom. Nos azuis, a trufa é cor-de-ardósia. Narinas bem desenvolvidas.

OLHOS: inseridos bem separados, de formato oval e tamanho médio; de cor marrom, exceto nos “merle”, para os quais um, ambos os olhos ou apenas parte de um ou de ambos poderá ser azul. Expressão suave, esperta, alerta e inteligente.

ORELHAS: de textura e tamanho médio, inseridas bem separadas. Portadas eretas ou semi-eretas e de audição muito sensível.

BOCA: maxilares e dentes fortes, com uma mordedura em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os dentes superiores recobrem os inferiores e são inseridos ortogonalmente aos maxilares.

PESCOÇO: de bom comprimento, robusto e musculoso, levemente arqueado engrossando em direção aos ombros.

ANTERIORES: vistos de frente, paralelos; vistos de perfil, metacarpos ligeiramente inclinados. Ossatura forte sem ser pesada. Ombros bem angulados, os cotovelos trabalhando ajustados rente ao tórax.

TRONCO: de aspecto atlético, costelas bem arqueadas, peito profundo e mais para largo; lombo profundo e musculoso, sem ser esgalgado. O comprimento do tronco é ligeiramente maior que a altura na cernelha

POSTERIORES: largos, musculosos; vista de perfil, a garupa é ligeiramente inclinada para a raiz da cauda. Coxas longas, profundas e musculosas, com joelhos bem angulados e jarretes curtos e robustos. Vistos por trás, os jarretes têm boa ossatura e são paralelos.

PATAS: de formato oval; almofadas plantares espessas, fortes e saudáveis; dedos bem arqueados e compactos. Unhas curtas e fortes.

CAUDA: moderadamente longa, com a última vértebra alcançando, no mínimo, o nível dos jarretes; de inserção baixa, bem guarnecida de pêlos e com uma espiral para cima, na direção da ponta, conferindo um gracioso contorno e equilíbrio ao cão. A cauda poderá erguer-se em estado de excitação, jamais portada sobre o dorso.

MOVIMENTAÇÃO: livre, suave e incansável, com um mínimo de elevação das patas, conferindo a impressão de habilidade para movimentação com grande propulsão e velocidade.

PELAGEM: duas variedades:

1) moderadamente longa.

2) lisa.

Em ambas, a pelagem é densa e de textura média, subpêlo macio e denso, fornecendo boa proteção contra intempéries. Na variedade de pelagem moderadamente longa, a abundância de pêlos forma uma juba, culotes e pincel. Na face, orelhas, anteriores (exceto para franjas), posteriores do jarrete ao solo, o pêlo é curto e liso.

COR: a variedade de cores é permitida. O branco jamais deverá ser predominante.

TAMANHO: altura ideal na cernelha: machos 53 cm; fêmeas, ligeiramente menores.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTAS:

• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normais, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.

• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.